Neste momento, ingrediente(s)
bate(m) um milk shake.

Quem faz o Milk Shake

Mayra Cunha
Jornalista, publicitária, radialista e produtora de TV


Então o médico chegou e me disse: "Você tá prontinha pra ter filhos!", como se fosse assim, como quem vai à quitanda e pede "Seu Joaquim, dá dois filhos pra viagem, por favor!". É assim não, meu bem!! Calma que tudo tem a sua hora. É só fazer trinta anos que todo mundo começa a achar que você tá desesperada.

Essa sou eu: questionadora, tagarela, agitadíssima, com um pé no chão e o outro na Lua. Mulher, amante e namorada. Pessoa apaixonada pela vida. E sem filhos, por enquanto.

Adoro literatura, erótica em particular. Ouço música como passatempo. Leio compulsivamente. De livros a bulas de remédio. Gosto também de ler ingredientes de produtos alimentícios. Escrevo na mesma proporção que falo.

Sou cinéfila viciada. Amo Felinni, Tarantino, Hitchcock e Almodóvar. Acho Godard um saco. Sou louca por pizza, sushi, comida mexicana e a omelete da minha avó, que mando buscar do Piauí. Gosto de chocolate e tudo feito com coco. Sou mulher de forno e fogão. Adoro fazer comidinhas pros amigos e "enfeitar a noite do meu bem". Brindar com eles também. Acho lindo o barulho do "tim-tim".

Digo uma bobagem atrás da outra. Sou a rainha dos trocadilhos infames. Sonho em um dia comprar um avião só pra morar dentro e virar nômade profissional. Amo viajar.

Tenho asma desde criança. Comecei a falar aos 9 meses de vida e não parei até hoje. Coloco alho e azeite em tudo. Tenho intolerância à lactose mas abstraio isso sempre que possível. Meu estômago não agradece. Gosto de ir passear no Extra e no Pão de Açúcar quando não tenho nada pra fazer, só pra ver o que tem de novo no mercado. Adoro os rótulos e as embalagens. Devo ser mesmo doida. Mas tem gente pior. Acredite.

Tenho 1,58m de altura de área-muito-útil. E a língua bem afiada. Gesticulo tentando acompanhar a fala, mas às vezes fica difícil. Tenho defeitos como todo mundo. Um deles é ser intensa ao quadrado. Talvez ao cubo.

Amo demais. Tenho amigos demais. Sou cercada por gente do bem. Ainda bem. Escolhi o budismo como religião, embora muitos não acreditem que eu possa um dia alcançar a iluminação. É uma eterna busca pelo interruptor. Eu não tenho pressa.

Minha mãe costuma dizer que caí num caldeirão de Red Bull quando criança, tal qual o Obelix. Tenho energia de sobra, pro que der e vier. Odeio quiabo e qualquer coisa-ou-criatura que babe. Amo o Nordeste e tudo o que vem de lá, menos as comidas terminadas em ADA (rabada, panelada e buchada).

Tenho uma família linda e um namorado-anjo-da-guarda. Gosto de bichos mas detesto ratos. Sou capaz de escalar o Himalaia em 5 segundos se aparecer um na minha frente.

Trago 3 cicatrizes no queixo por não parar quieta, um nariz meio arrebitado que faz muitos acharem que sou arrogante (as aparências enganam) e voz de aeroporto ("Em Brasília, sete horas..."). Tenho preguiça de fazer um monte de coisas e pilha pra várias outras. Apenas sucumbo.

Dou gargalhadas e fico séria nas horas erradas. Sou mais chorona que imagem de santa milagrosa em cidade pequena. Nunca engessei nenhuma parte do corpo, mas há quem jure que isso tem os dias contados.

Tenho problemas com esportes, principalmente se tiverem bola no meio. Adoro uma sinuca, talvez por fingir ser uma loteria e torcer pra acertar alguma caçapa. Me divirto em qualquer lugar. Se não me divertir, é porque ainda não me concentrei 100% na proposta.

Adoro vírgulas, gosto de pontos e odeio reticências. Sofro de dislexia nos dedos e não consigo parar de digitar depois que começo, como podem ver.

Em suma, sou feliz, desse jeito. Simples assim. E há quem goste. Ô, se há. Eu garanto.


Último filme que viu:
Rambo IV, de Sylvester Stallone, EUA



Livro que está lendo:
Só Para Fumantes, de Julio Ramón Ribeyro



Pelo canudo
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A Grande Arte, de Walter Salles Jr.
A Trapaça, de Federico Fellini
Amor, Estranho Amor, de Walter Hugo Khouri
Carandiru e Lúcio Flávio, o passageiro da agonia, de Hector Babenco
Chinatown e Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski
Coração Selvagem e Cidade dos Sonhos, de David Lynch
Cortina de Fumaça, de Wayne Wang
Crime e Castigo, de Josel Von Sternberg
Dersu Usala, de Akira Kurosawa
Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha
Doutor Jivago, de David Lean
Happinness (Felicidade), de Todd Solondz
Kama Sutra, de Mira Nair
Ladrões de Bicicleta, de Vittorio De Sica
MASH e O Jogador, de Robert Altman
Metropolis e M., O Vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang
Meu Tio, de Jacques Tati
Nós que nos Amávamos Tanto e O Baile, de Etore Scola
O Despertar da Besta, do Zé do Caixão
O Expresso da Meia-Noite, de Alan Parker
O Jardim dos Prazeres e O Homem que Sabia Demais, do Hitchcock
O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman
O Último Tango em Paris de Bernardo Bertolucci
Os Amantes do Nudismo, do Copolla
Os Cafajestes e Estorvo, de Ruy Guerra
Os Incompreendidos, de François Truffaut
Outubro, de Eisenstein
Parayba, Mulher Macho, de Tizuka Yamazaki
Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder
Rocco e seus Irmãos, de Luchino Visconti
Soberba, de Orson Welles
Spider, de David Cronenberg
Subway, de Luc Besson
Um Cão Andaluz e Os Esquecidos, do Buñuel
Z, de Costa-Gravas

Já vistos em 2008

1. Na Companhia do Medo, de Mathieu Kassovitz
2. Onde os Fracos Não Têm Vez, dos Irmãos Coen
3. Juno, de Jason Reitman
4. Conduta de Risco, de Tony Gilroy
5. Bagdad Café, de Percy Adlon
6. Meu Nome Não é Johny, de Mauro Lima
7. Antes que Termine o Dia, de Gil Junger
8. Rambo IV, de Sylvester Stallone

Para ler
A Festa do Bode, de Mario Vargas Llosa
A Greve do Sexo — Lisístrata, de Aristófanes
A Vênus das Peles, de Masoch
Adeus, Hemingway, de Leonardo Padura
Antologia Pornográfica, de Alexei Bueno
Borges em/e/sobre Cinema, de Edgardo Cozarinsky
Decameron, de Giovanni Boccaccio
Erotica Argentina, org. Alejandra Zina
Pequenos Pássaros, de Anaïs Nin
Fazer um Filme, de Federico Fellini
Kama Sutra ou Aforismos sobre o Amor, de Vatsyayana
Lúcia McCartney, de Rubem Fonseca
O Livro do Corpo, org. por Sergio Faraco
O Sofá, de Crébillon Fils
Os Cento e Vinte Dias de Sodoma, de Marquês de Sade
Os Crimes do Amor, de Marquês de Sade
Os Leopardos de Kafka, de Moacyr Scliar
Plexus e Nexus, de Henry Miller
Sol das Almas, de Hermilo Borba Filho
Teresa Filósofa, Anônimo Séc. XVIII
Um Filme Por Dia, textos de Antonio Moniz Vianna, org. Ruy Castro
Uma Espiã na Casa do Amor, de Anaïs Nin

Já lidos em 2008

1. Fup, de Jim Dodge

Leite derramado
Links
Informação & Inutilidade
Milk Shake

Quinta-feira, Abril 03, 2008



Chorando pra não rir


três dias completei 32 anos. Aniversário é um negócio que eu gosto de comemorar. Desde 2003 costumo fazer a "Mayratona de Aniversário". Funciona assim: monto um calendário de uns 5 a 7 dias seguidos em que haverá algum tipo de comemoração. Listo os dias, lugares e horários onde as pessoas poderão me encontrar e me dar aquele abraço. Uma verdadeira maratona. Bom que ninguém me vem com aquela desculpa de "ah, não pude ir" porque tinha isso ou aquilo. Tem dias de sobra pra tooooodo mundo se agendar. E sim, eu sou carente de atenção.

Este ano a Mayratona diminuiu um pouco de tamanho. Foram apenas 4 dias, comemorados cada vez, com um grupo distinto. Coisa de mulher que passou dos trinta. Primeiro, um jantar romântico. No dia seguinte, um jantar com família e amigos, num restaurante bacaninha. Ressucitei no terceiro dia e participei de um pequeno almoço familiar em casa. Por fim, 4 dias depois, reuni outros amigos queridos numa pizzaria para um rodízio de vinho. Ou teria sido o contrário??? Hummm (cara de dúvida).

Acontece que uma das comemorações merece ser relatada. E se merece. No primeiro dia, saí pro jantar romântico com o Namorado. Aquela coisa bem momento-a-dois, restaurante francês e brinde com champanhe. Eu diria que foi lindo, foi mágico. Uôu.

Pois bem, por volta das 11 da noite, pagamos a conta e voltamos pra casa. No meio do caminho, estava desabando uma tempestade. Com tufão e tornado, sabem? Twister virava brincadeira, juro. Chuva suficiente pra uma semana inteirinha, com direito a show pirotécnico de relâmpagos e foguetes estrondosos de trovão. Se isso era algum tipo de homenagem à minha pessoa, confesso que achei dispensável. Deu medo dirigir naquele temporal.

Conseguimos, enfim, chegar em casa. E o temporal continuava. Logicamente, estava faltando luz no bairro todo e tivemos que encarar meu lindo guarda-chuva-vermelho-de-bolinhas-brancas, já que não dava pra contar com o portão eletrônico. Foi aí que tudo aconteceu... Na agonia de sair do carro, somado a abrir o guarda-chuva, somado a aguardar o Namorado vir ao meu encontro, somado a equilibrar a bolsa e as chaves do portão na outra mão, eis que nós dois nos desequilibramos, tropeçamos e caímos na calçada. Mais especificamente, no concreto. Não necessariamente nesta ordem. E não perguntem de quem foi a culpa, porque nem a gente sabe. O que eu lembro é do Namorado se levantando do chão, do meu joelho doendo, minha mão esfolada e o mais interessante de todo o evento: farelos dos dois dentes da frente se espalhavam pela minha boca. Sim, sim. Caí de cara e espatifei dois dentes um dia antes da grande comemoração do meu aniversário. Contando, ninguém acredita. E era uma noite de sexta pra sábado. Alguém aí tem noção do tamanho do estrago??? Eu e o Namorado temos.

Entrei em casa sem saber o que fazia primeiro. Se passava uma água no joelho ou se corria pro banheiro pra lavar minha boca, que neste momento era só sangue (aliás, como sai sangue da boca, hein??). Agora visualizem a cena: Mayra no lavabo tentando lavar a boca e ver, com ajuda da luz do celular (estávamos no escuro, lembram?), em que situação se encontrava. Tentei manter a calma até que minha mãe se aproximou com uma vela. Não teve jeito, quando me vi igualzinha a quando tinha 7 anos de idade, com janelinhas na frente, caí no choro. Nem vem me reprimir porque você não teria feito diferente.

- Putamerda!!! Como é que vou receber convidados amanhã com esta cara??? Com esta boca? Com este sorriso ridículo??

- Calma, minha filha. Sabe que tá até charmosinho???
(mães, sempre elas com suas frases...).

Então meu primo, que na ocasião fazia uma visita à minha casa e ficou preso pelo temporal, diz que tem um amigo dentista e liga pra ele. Pronto, tudo resolvido. O cara topou me atender no sábado pela manhã. Não fosse pela situação um tanto quanto peculiar do telefonema:

- Oi Mayra, aqui é o Mayron (isso mesmo, este era o nome dele).
- Oi Mayron, você vai me salvar?
- Claro que vou, Mayra. Amanhã você vai estar sorrindo lindo de novo.
- Ai, que bom, Mayron. Seu lugarzinho no céu já está garantido.


Pois é. Foi assim. Acordei cedo, resinei tudo-e-mais-um-pouco e saí do consultório – que diga-se de passagem, abriu única e exclusivamente só pra me atender – feliz e contente. Santo Mayron!!! O lábio superior, inchado por conta da porrada e dos cortes, foi resolvido com um bom antiinflamatório. No joelho, um bom curativo e muito carinho do Namorado, que não saiu ileso: um joelho machucado e um dolorido. Ah, e que me ligou logo que terminei a consulta dizendo que tinha encontrado um pedaço do meu dente na calçada na frente de casa. Um abraço pro dente, meu bem. E pra calçada, também. Eu agora sou a Mrs. Resina.

À noite, durante o jantar, eu era só sorriso. Obviamente, mostrei pra todo mundo a foto da minha janelinha que tratei de fazer com o celular, enquanto dirigia pro dentista. Afinal, a gente tem que aprender a rir das desgraças, mesmo que seja um sorriso banguela, não é mesmo??

E assim seguiu minha Mayratona, que deu super certo. Ano que vem tem mais. Só espero que o acaso não me invente nada, já que virá o projeto "Diga tlinta e tlês".

Beijinhos de mulher renovada, amadurecida e de sorriso Kolinos. Ano novo, dentes novos!

Milk Shake batido por: MAYRA CUNHA (Shaku Anjyuu)


Domingo, Março 16, 2008



Batidinhas


Num momento de TPM alta e auto-estima baixa (os dois são inversamente proporcionais, capiche?), entrei numa loja de cosméticos e comprei tudo "sabor" chocolate. É! Ou você não sabe que a gente sente uma necessidade absurda de devorar uma caixa de bombons quando estamos na TPM? Encontrei uma maneira de não engordar e, ainda por cima, me sentir um pouquinho mais do que a-linha-do-botão-da-última-coleção-do-casaco-Versace-da-Madonna. Agora me sinto o botão. Quanto progresso!!!

Joguei na sacola o xampu, o condicionador, o sabonete, o creme para o corpo e o sem-enxágüe pro cabelo. Tuuuudo com cheiro de chocolate. Sou agora o próprio Danette em forma de Mayra. Delícia!!!

Bom que já sei o que é que o namorado vai ganhar nesta páscoa...

***


Saiu um estudo recentemente dizendo que a sálvia, aquela plantinha ótima pra temperar comidas, está sendo considerada a nova maconha. E aqui em casa, na horta de ervas e especiarias da mamãe, tem uma plantação de sálvia. Será que vou ter que filmar "O Barato de Fátima"???? Hahahahaha.

Saiu no O Globo.

***


Meu pai "ganhou" uma parada de ônibus em Brasília, semana passada. Isso mesmo que você leu. Meu pai recebeu uma homenagem por sua poesia e agora tem uma parada de ônibus com o nome dele e tudo. Ainda vai montar uma pequena biblioteca lá, fazendo parte de um projeto bem bacana do Espaço Cultural T-Bone. Achei essa história ótima. Ah, você não achou?? Por acaso você conhece mais alguém que tenha uma parada de ônibus? Du-vi-do. Você pode até conhecer alguém que tem uma Ferrari ou um Iphone, mas uma parada de ônibus, tá conhecendo agora. Lá lá lááá.

***


Beijinhos batidinhos e rapidinhos.

Milk Shake batido por: MAYRA CUNHA (Shaku Anjyuu)


Domingo, Março 02, 2008



Meus amados, perdão pelo texto enooorme, mas é o primeiro do ano, o primeiro depois de 4 meses sem escrever, o primeiro depois das minhas férias. E, o mais importante, este texto foi uma promessa. Portanto, juntem forças, leiam até o fim e... feliz ano novo!

Deus salve a Tailândia!


Entrei o ano bem, presenciando o casamento da Menina Ruiva e do Homem-Olhos-Cor-de-Gasolina, em Recife. Duas pessoas que moram no fundo do meu agitado coração. Ele, carioquíssimo, não resistiu ao maracatu da Menina Ruiva e abandonou o Cristo Redentor em busca do amor verdadeiro. Parece história de fotonovela. Lindo.

Poucos meses antes, conversando com a Menina Ruiva via Internet, perguntei o que eu e o Namorado poderíamos dar de presente pelo enlace do casal. Queria dar uma coisa bem bacana, para que eles não se esquecessem de nós.

- Ai amiga... Pra você eu posso pedir... Tá faltando a nossa cama. Vi uma linda-e-maravilhosa, de um designer bam-bam-bam daqui do Pernambuco que tá uma pechincha.

- Hein??? Você tem certeza ab-so-lu-ta de que quer que eu, Mayra Cunha, dê o ninho de amor de vocês? Você está certa disso? Não quer a ajuda dos universitários? Tá ligada que, pelo resto da sua vida, eu vou te gozar (sem trocadilhos, por favor) por ser de alguma maneira responsável pelo sucesso da vida sexual do casal?

- Sim. Estou certa disso.

- Gata, a cama é sua. Ou melhor, é nossa.


E assim foi. Dinheiro transferido, cama comprada e eu e o Namorado recebemos os apelidos carinhosos de Dinda e Dindo, dados pelo casal. Em janeiro, embarcamos pra Recife pro casório e incorporamos o "Projeto Casamento" deles em nossas vidas. Foi uma coisa de louco. Alugamos um carro pra ajudar na empreitada. Acalmamos o noivo-nervoso, levamos a noiva pra prova do vestido, participamos das despedidas de solteiros, fui ao chá de lingerie, acompanhei o dia da noiva no salão, demos carona pro noivo até o casório e aconselhamos a noiva a não arrancar os belos cabelos ruivos com pinça, um a um. Deu (quase) certo.

Todo casamento tem suas histórias. Por isso, vamos por partes:

A prova do vestido

Depois de vê-la linda, vestida de branco e lilás, fazendo pequenos ajustes, me convenci de que aquele seria um dos casamentos mais lindos do mundo. Deixamos a noiva em casa e então o noivo-nervoso me liga:

- Oi Dinda, estou péssimo. A Menina Ruiva me ligou chorando dizendo que o vestido tá horrível e que não vai mais casar com ele, tá se descabelando e blá blá blá. Disse que não entra vestida naquele trapo de jeito nenhum.

- Heinn?????? Estamos falando da mesma pessoa??? Eu tava lá! O vestido tá lindo. Ela saiu feliz e contente do atelier de costura!!!!


Ligo pra ela:

- Amiga, eu disfarcei pra não te apavorar. Você sabe que eu sou assim. Mas a costureira mudou o desenho do meu vestido inteirinho. Eu não vou casar com ele porque tá todo drapeado e eu detesto drapeado, morro mas não uso drapeado.

- Tá, e vai fazer o que? Casar com a camisola show que eu te dei? Bom... Ela é linda e é branca... Já dei a cama mesmo, pra dar o vestido de noiva é um pulo (hehehe)


- Nem tanto, gata. Apesar de achar que eu ia aparecer em todas as colunas sociais de Recife... Já fui ao shopping e encontrei o vestido perfeito. E o melhor é que procurar roupa branca depois do reveillon é ótimo que fica tudo mais barato. Vou casar de cambraia de linho bordada e vou abalar o Capibaribe, meu bem! O Homem-Olhos-Cor-de-Gasolina vai dar um piripaque quando me vir.

Alguém aí duvida da convicção da noiva?? Eu não.

As despedidas de solteiros

Não vai dar pra contar muito porque festa de solteiro é festa de solteiro. Seja do noivo ou da noiva. Não vou entregar o jogo assim, pra acabar com a graça da festa, né? Mas como eu não me controlo, vou ter que dar uma amostra grátis pra vocês.

Primeiro tempo. Mulheres prum lado e homens pro outro. Nós, no melhor esquema "dressed to killer", num bar mega-agradável de azaração. Eles, num cafofo-copo-sujo que servia um ótimo camarão empanado e cerveja pernambucana Nobel gelada. (Longe de mim comparar qual programa era melhor. Cada um é responsável pelas escolhas que faz na vida).

Segundo tempo. Nós, numa boate super-mega-ultra-power-plus divertida, cheia de seres-sarados-e-lindos, tomando todas e dançando até afinar as pernas. Eles, num puteiro de quinta categoria, num canto obscuro de Recife. (Longe de mim, também, querer dizer que nossa balada foi mais animada. Cada um é responsável pelas escolhas que faz na vida. E esperamos, do fundo de nossos corações femininos, que tenham feito a "escolha certa" lá dentro).

Aos 45 do segundo tempo. Homens e mulheres se encontram perto das 5 da manhã numa padoca incrementada em Boa Viagem pra que os casais sejam então retomados, seja feito um lanche e todos voltemos felizes e bêbados pra casa.

Como mulher não segura a curiosidade, é óbvio que alguém perguntou como é que foi lá no tal cabaré recifense. Vem então a resposta que dá o título deste post:

- Já viram aquele filme A Praia, com o Leo Di Caprio? Vou parafraseá-lo pra definir nossa noite: "O que acontece na Tailândia, fica na Tailândia".

Entãããããão tá. A Tailândia deve ter mesmo seus encantos. Ou não. Até porque chegamos ainda em ritmo de "tuntistun" na padaria e ouvimos a pergunta:

- Vocês estavam na boate até agora?????????

- Lógico. E teríamos ficado mais se vocês não tivessem ligado dizendo que já estavam aqui e que era pra gente voltar.


- (Em tom indignado) Cara, o lugar onde estávamos fechou por volta de 3 da manhã e ficamos rodando pela cidade sem ter o que fazer até agora, enquanto vocês se esbaldavam!!!!

Bom... Longe de mim querer discutir quem se divertiu mais. Escolha é escolha. Afinal, "todos" estávamos na Tailândia. E o que acontece lá, fica lá. Não é mesmo, minha gente???

O dia da noiva

A Menina Ruiva é uma noiva fashion. Foi fazer cabelo e maquiagem no dia D, simplesmente, no cara mais fantástico (e engraçado) de Recife. O salão fica na Galeria Joana d’Arc, um lugar ultra-mega-over-blaster moderninho e cheio de coisinhas boas pra se consumir. Já sabendo que eu estava disposta, me chamou pra acompanhá-la. De quebra, marquei de fazer uma escovinha básica nas madeixas pra dar um "plus a mais" no meu look de Dinda.

O Namorado me deixou na galeria e seguiu com o carro para buscar a beca dele que estava fazendo reparos. Combinamos dele me buscar quando o meu cabelo tivesse pronto pra gente ir pro hotel juntos nos arrumarmos. Afinal, tínhamos ficado de dar carona pro noivo (isso, pro casório, acreditem!). Até porque não sabíamos nem o rumo do lugar onde seria a festa.

Enquanto Fernando, o personal-stylist-hair-and-make-up, emperequetava a noiva toda, ia fazendo meu cabelo ficar liiiiiiiiiiiiiso e espetado nas pontas. Tudo mega-lindo e divertido. Ríamos tanto que perdemos a hora. Sim, perdemos a hora. Quando olhei pro relógio, faltavam 10 minutos pro horário marcado pra pegarmos o noivo. E eu ainda nem tinha trocado de roupa!!!! O Namorado se enrolou e me pediu pra pegar um táxi. Então Fernando me diz:

- Gata, aqui não passa táxi perto. Você vai ter que andar um monte pra conseguir um.

- Uai, se é pra andar um monte, vou logo a pé. Afinal, o hotel no final desta rua.

- Aaaaahhhhhh, mas não vai andando meeeeeeeeeeeeeesmo!! Não com o cabelo que eu fiz na sua pessoa!!! Tem noção de que são 3 e meia da tarde em Recife? Que o termômetro tá marcando uns 35 graus??? Eu te mato se você chegar derretida, ensebada e com o cabelo amarrotado no casamento e ainda disser que fui eu o responsável por isso. Pega meu carro e vai.


Vocês estão entendendo que o cabelereiro me ofereceu o carro dele??? O cabelereiro!!!!

- Como assim pega o carro, Fernando, pirou?

- Pega gata. Vai com fé e arrasa!! Depois você vem aqui e me devolve. Até porque eu vou precisar dele pra ir pra festa. Só não me derrete esta cara e esculhamba com teus lisos que vai ser uó!


A Menina Ruiva me dá um olhar cúmplice que dizia "vai e vai logo". Não tive dúvidas.

- Ah, e não esquece de ligar o ar-condicionado no máximo pra não estragar o look!!!

Cheguei no hotel enlouquecida... mas lisa. Em 15 minutos, pus minha roupa e dei um jeito na minha cara. O noivo, quase pirando de nervoso, não aguentou nos esperar e pegou um táxi pro hotel. Deu tempo de tudo, se não fosse um pequeno porém... Ele não tava uma pilha, não era o coelhinho da Duracell, mas a banda inteira dos ursinhos de pelúcia tocando tambor naquela propaganda dos anos 80. Ele suava e tremia feito vara verde. Tanto que ERROU o caminho e nos perdemos no caminho pro casório. Eis que então a Menina Ruiva me liga:

- Amiga, estou pronta.

- Meu bem, estamos perdidos. Não chegamos ainda lá. Retoca o gloss, refaz o baby liss, qualquer coisa, mas segura a onda aí.


- (Absolutamente zen ou dopada por barbitúricos, ainda não descobri...) Ah, tranquilo, então vou enrolando aqui. Me liga quando chegarem que dou uma atrasadinha. Tem que ter charme, né?

Quando eu crescer, quero ser uma noiva assim.

O Casório

Foi lindo. Lindo. Lindo. Lindo. Não preciso dizer mais nada. Lindo e divertido. Num lugar maravilhoso, à beira do rio Capiberibe, sob um pôr-do-sol fantástico, gente bacana e som perfeito. Depois de abençoar a união da Menina Ruiva e do Homem-Olhos-Cor-de-Gasolina, eu e o Namorado seguimos viagem pro litoral do nordeste para também curtir a nossa lua-de-mel.

Ah, vocês não vão querer detalhes do resto da viagem, né???

Beijinhos longe da Tailândia e com saudades de um certo casal.

Milk Shake batido por: MAYRA CUNHA (Shaku Anjyuu)


Terça-feira, Outubro 23, 2007



Nas ondas do rádio


Este negócio de cobrir o Congresso Nacional tem umas coisas engraçadas. Um dia você vê o parlamentar cruzar os corredores pra todo lado como se fosse um fantasma. De um dia pro outro, sai algo na imprensa que compromete o cidadão e aí, babau, você que se vire pra conseguir chegar perto do homem pra conseguir uma falinha, por menor que seja.

Ah sim, esqueci de dizer que desde agosto estou trabalhando como repórter-que-cobre-o-Congresso. Como pessoa hiperativa que sou, resolvi "acumular funções" pra garantir as passagens aéreas que necessito comprar por ano. Afinal, quem é que consegue ralar tanto e não dar nem uma viajadinha? Brasília pede pra gente saracotear por aí. É sério.

Embora eu trabalhe no Senado há quase 5 anos, nunca tinha atuado como jornalista que acompanha o andamento da Casa. Agora, como correspondente em Brasília para uma rede de notícias rádio de Santa Catarina, estou pra-lá-e-pra-cá com um microfone e um gravador nas mãos, correndo atrás dos hômis. Esticando meu bracinho sempre que posso pra conseguir uma sonora boa.

O bom disso tudo é que vejo Dona Pri quase todo dia. Ela sim, perto de mim, é macaca velha do jornalismo político, sempre dá as dicas que preciso. Aproveitamos pra colocar a fofoca em dia entre uma entrevista e outra, comentar o corte de cabelo de alguém que passa ou até mesmo, trocar informações "preciosas" para nossas matérias. Tudo em nome da profissão! Sem contar quando eu preciso terceirizar a função de seguradora-de-microfone e passo pra ela o sorvetão. Ninguém mandou ser 1,80m de mulher e alcançar todo mundo sem tanto esforço.

Passei bons anos da minha vida dizendo ao mundo: "nunca serei jornalista, isto é coisa pro meu pai!". Hoje bato na boca. No dia em que inventei de concluir o curso na universidade, praticamente assinei o atestado de tô-doida-pra-ser-foca (pra quem não sabe, é assim que chamamos os repórteres iniciantes). Resisti até o último momento, mantendo a postura de pessoa conformada a ser publicitária e produtora ad eternum. Dois anos de formada e eu insistia em não querer saber de entrevistas, gravadores e leads. Até que o bichinho que faz a gente virar pessoa-que-pergunta-demais me picou e comecei a correr atrás do prejuízo. E o pior, sabem o que é?? Eu estou gostando. Melhor, como diria a Dona Pri: "eu estou me divertindo". E é muito!

Tenho cá pra mim que papai sempre teve cer-te-za de que a filhota aqui seguiria a carreira. Nasci teimosa e vou morrer teimosa. Só que posso sucumbir de vez em quando no meio do caminho. E aqui estou eu, me preparando pra escrever a matéria do dia, gravar e editar. Agora sou jornalista de rádio, quem diria. Eu já devia imaginar que essa minha vocação pra mulher falante iria dar em alguma coisa. Pena que eu não me ouço, só o povo lá das praias bonitas e dos balneários.

Imaginem eu, que nunca tinha pisado meus pezinhos em Santa Catarina, comecei a conhecer (quase) tudo sobre o estado. Passei menos de 24 horas em Floripa a trabalho. Só deu tempo de conhecer a ponte Hercílio Luz e comer uma sequência de camarão na Lagoa da Conceição. Foi o suficiente pra pensar: "quero voltar aqui e é a passeio com o namorado". Enquanto o dia não chega, vou embalando os catarinenses com minha bela voz contando as últimas da Capital Federal.

Mas como eu ia dizendo, cobrir o Congresso é um tanto quanto curioso. Pouco mais de um mês depois de eu começar minha carreira de repórter, encarei o que poderia chamar de "minha primeira cobertura de guerra": a votação pela cassação de Renan Calheiros (sim, aquela em que ele terminou absolvido). Me senti no Vietnã, com uma arma na mão: o microfone. Foi um tal de ser atropelada, pisoteada, levar câmera na cabeça, ter o microfone arrancado do cabo e o pé cheio de calos. O mais estranho de tudo isso é que você encontra seus colegas jornalistas passando pela mesma situação, que qualquer um rezaria pra estar longe, e estão todos rindo, gostando daquilo. Até Caco Barcelos tava lá com cara de quem estava mesmo se divertindo. É mesmo uma cachaça. Diria até que é uma viagem sem volta. Só mesmo experimentando pra entender.

Isso justifica o meu sumiço do mundo nos últimos meses. Sumiço do blog, dos bares, das saídas durante a semana. Meu dia começa às 6h30 da manhã e só termina por volta de meia-noite. Todo santo dia no batente. E sem ser santo, também. Finais de semana viraram dias sagrados. E eu estaria mentindo se dissesse que fico longe do computador nos meus dias de descanso. Estou lá sempre que posso lendo, acompanhando as notícias, os jornais. Agora entendi por que dizem que esse troço vicia...

Mas não se preocupem. Continuo viva. Aliás, mais do que nunca! A mesma de sempre. Talvez um pouco melhor agora, pois estou me realizando como jornalista e aprendendo a cada dia, que amanhã tudo pode ser diferente. Renan Calheiros que o diga. E pra vocês verem como a coisa tá dando resultado, estou embarcando sexta-feira com o namorado pra Sampa, pra curtir o TIM Festival e ver a Björk e Juliette and the Licks. Nada que uma jornada dupla não patrocine e um pouco de persistência não ajude. TAM, Varig e Gol que se cuidem, porque eu estou disposta a virar sócia muito em breve!!!!

Beijinhos de mulher que corre com o microfone na mão, dorme pouco, mas pega o avião e se diverte!

Milk Shake batido por: MAYRA CUNHA (Shaku Anjyuu)


Quinta-feira, Agosto 09, 2007



Come on baby, light my fire!


Temos em casa uma cozinha caipira, daquelas de fazenda. Com direito a forno e fogão à lenha, armário decorado com chita e abanador de palha. Tudo isso com a piscina de um lado e o jardim do outro. E bem no meio da cidade. Melhor não podia ser. Arzinho de fazenda em pleno mundo civilizado. Bom que não tem mato nem tem bicho (não me entendo bem com eles). E tem telefone, luz elétrica e internet. Show!

Tão show que outro dia resolvi receber alguns amigos que não via há séculos na tal cozinha pra um Queijos & Vinhos. Cheguei mais cedo do trabalho pra arrumar as coisas e fui me aventurar a acender o fogão à lenha. Queria dar uma "aquecidinha" no local, já que tem feito um frio danado por aqui. Afinal, o fogão também pode servir de lareira, concordam??

Confesso que nunca tinha tentado acendê-lo sozinha. Sempre tem alguém que faz isso por mim. É que nem trocar pneu furado: você sabe que sabe, mas sempre aparece um bom samaritano pra te ajudar e você perde a chance de provar suas habilidades. Fui querer me meter a besta de preparar o ambiente quentinho pros convidados e percebi que, decididamente, eu não tenho o menor talento pra coisa. Ainda mais com minhas mãos nervosas.

Comecei procurando um fósforo (vocês não queriam que eu ficasse raspando pedras, né?). Todas as caixas espalhadas pela casa estavam vazias. Ou seja, não tinha fogo nem de fósforo e nem de isqueiro, já que a fumante da casa tava viajando. Mas eu queria taaanto acender aquele fogão...

Então eu volto ao fogão à lenha, posiciono as madeiras e tenho uma brilhante idéia pra resolver o meu problema: é só acender uma das bocas do fogão a gás láááá na cozinha, dentro de casa. Aí eu taco fogo num pedaço de jornal e levo a tocha até o jardim pra acender a lenha. Mayra, você é um gênio!

Beleza. Lá venho eu correndo (sim, porque o jornal queima muito rápido e podia queimar a minha mão) com uma tocha pelo meio da casa até chegar na cozinha caipira. Defumando todo o ambiente. Cena linda de se ver. Começo a socar o papel-pegando-fogo no buraco do fogão e espero a lenha pegar. Assim, como quem espera um milagre. Então vejo o jornal se queimar todinho e nenhum pedaço de madeira ficar ao menos chamuscado.

"Já sei!! Vou molhar a lenha com álcool!! Aí não vai ter jeito de não pegar!!", penso. E lá venho eu, de novo, me sentindo a própria atleta do Pan, correndo com aquela tocha na mão. Mais uma vez, "soco" o papel na lenha alcoolizada e espero pegar fogo. Pegar, até que pegou. E apagou na mesma velocidade. Vai ver estava bêbada demais pra fazer o serviço direito. "Deve ser a lenha. Esses pedaços de madeira estão ruins. Vou pegar galhos de verdade". Isso, Mayra, tenta de tudo, vai...

Dirijo-me ao fundo do quintal no escuro. Chego perto do monte de lenha e começo a selecionar cuidadosamente as melhores, tentando equilibrar uma micro-lanterna-de-chaveiro numa mão e as lenhas na outra. De repente, não mais que de repente, uma gangue de formigas assassinas resolve tomar conta dos meus sensíveis pés. Começo a "sambar" com um monte de pedaços de pau nas mãos e saio correndo-e-saltitando-e-gritando feito louca pelo jardim. Na brincadeira, um pedaço de madeira mal cortado e com espinhos tira um "naco" do meu dedo. Começa a pingar sangue pra todo lado. O saldo da minha grande idéia: dois pés cheios de picadas, um rasgo no dedo e uma calça jeans que mais parece ter tomado um banho de bloody mary, de tão suja de vermelho.

Ok. Ok. Mas eu consegui trocar a lenha. Embebedei as toras de novo. Pela terceira vez, fiz o percurso com a tocha, me sentindo a própria Estátua da Liberdade. Dessa vez eu tinha certeza de que aquele fogo iria acender. E é claro que não acendeu.

Mandei o fogão, a lenha e o fogo "praquele lugar". Troquei de roupa, passei um perfuminho pra tirar o cheiro de fumaça e voltei pro local do crime. Muita calma nessa hora. Peguei uma taça, abri um dos vinhos que aguardavam pelos convidados e tomei um bom trago. Sentada na mesa ouvindo um jazzinho ótimo, aguardei calmamente algum homem chegar e resolver a parada. Depois dizem que lugar de mulher é na cozinha...

Claro que tudo deu certo no final e tivemos nossa lareira. A raiva só bateu quando vi o namorado acender o fogo em menos de cinco minutos, usando as primeiras lenhas (aquelas que eu achei que eram ruins), nada de álcool e, principalmente, sem pagar o mico da tocha olímpica. Mas quem teve história pra contar quando os convidados chegaram e perguntavam o que era aquele band-aid no dedo... era eu!!! Lá, lá láááá!!

Tim-tim, um cápsula de lactase e muito queijo na veia. É, a noite foi ótima.

Beijinhos de mulher da cidade que não consegue nem acender uma lenha dentro da própria casa.

Milk Shake batido por: MAYRA CUNHA (Shaku Anjyuu)


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